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  Radiação não Ionizante

Radiação é um fenômeno natural que pode ocorrer de muitas formas. Dependendo da quantidade de energia, uma radiação pode ser classificada como ionizante ou não ionizante.

As radiações não ionizantes são as que não produzem ionizações, ou seja, não possuem energia suficiente para arrancar elétrons dos átomos do meio por onde está se deslocando, mas tem o poder de quebrar moléculas e ligações químicas. Já as radiações ionizantes possuem energia suficiente para ionizar átomos e moléculas, ou seja, podem alterar o estado físico de um átomo e causar a perda de elétrons, tornando-os eletricamente carregados.

As radiações não-ionizantes estão sempre a nossa volta. Ondas eletromagnéticas como a luz, calor e ondas de rádio são formas comuns. Estas radiações podem ser divididas em sônicas e eletromagnéticas.

A radiação eletromagnética são ondas que se autopropagam pelo espaço. Ela compõe-se de um campo elétrico e um magnético, que oscilam perpendicularmente um ao outro e à direção da propagação de energia. Estas radiações abrangem a radiação ultravioleta, luz visível, infravermelho, microondas, radiofrequências, etc.

Antigamente, os melhores representantes da radiação não ionizante eram o rádio e a televisão, que operam em bandas de rádio frequência e VHF (Very High Frequency), que vão até 300 MHz (MegaHertz). A energia elétrica não é usuária, mas produz, como subproduto de sua operação, campos eletromagnéticos ao redor dos condutores e equipamentos diversos, e no Brasil é transmitida em 60 Hertz – Hz. Algumas operações industriais também usam radiação não ionizante, como a solda de PVC (27 MHz), que é frequência de ressonância da molécula de cloro. Essa frequência também é usada nos testes de linha de produção de lâmpadas. A corrente contínua 0 Hz é usada em operações de eletrólise, como produção de alumínio e separação de minérios em geral, e até em galvanoplastia.

A banda de micro-ondas é considerada a partir de 300 MegaHertz-MHz e vai até os 300 GigaHertz-GHz, que é o limiar do espectro de luz; o início do infravermelho, que depois evolui para o espectro visível e ultravioleta A.

Desde os primórdios, o telefone celular opera em banda de micro-ondas, com 900MHz, do celular analógico, indo ao GSM com 1800 a 1900 MHz, passando pelo 3G 2450 MHz, e com a banda mais moderna, Wimax, em torno de 3500MHz. Já temos em uso a Banda C 6000MHz e banda KU 14000MHz, em empresas especiais, como rastreamento de caminhões e comunicações via satélite.

Os estudos sobre problemas de saúde relacionados à radiação não ionizante ainda são muito superficiais e teóricos, porém há demonstrações de que as microondas podem causar, além de queimaduras, danos ao sistema reprodutor. Existem também estudos sobre danos causados por radiações emitidas por celulares, radiofreqüências, e até da rede de distribuição de 60Hz. Todavia, como dito, essas "comprovações" ainda estão no campo teórico.

 
     
 
 
     
 
 
 
     
 
     
         
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